segunda-feira, 1 de junho de 2009

Um tipo de cinema com a nossa cara

Com “uma câmera na mão e uma idéia na cabeça”, um grupo de jovens entre os anos de 1950 e 1960, decide começar a fazer um novo tipo de cinema aqui no Brasil. Queriam sair de toda aquela fantasia e artificialidade que estúdios como a Vera Cruz estavam produzindo até então. Queriam um cinema que mostrasse o Brasil aos brasileiros. Seu povo, os sotaques, a paisagem, sendo ela bonita ou não.

O Brasil já era colonizado culturalmente pelos americanos, a intenção de se criar um cinema que mostrasse a nossa gente e a nossa cultura, longe do american way life, era o que motivava esses novos cineastas a continuar esse projeto. No intuito também, de que o mundo visse o nosso país com outros olhos.

O grupo era formado por Glauber Rocha, Nelson Pereira dos Santos, Joaquim Pedro de Andrade, Carlos Diegues, Paulo Cesar Saraceni, Leon Hirszman, David Neves, Ruy Guerra e Luiz Carlos Barreto. E o novo cinema teve como pontapé inicial o filme “Rio 40 graus”, de Nelson Pereira dos Santos.

Inspirado nas idéias neo realistas do italiano Alex Viany, o filme retrata bem a sociedade brasileira da época. Com uma linguagem simples, mostrava o Brasil ao Brasil, desde o Maracanã, o Corcovado, até as favelas cariocas. Com diálogos naturais, o Rio de Janeiro é usado como cenário para que cinco vendedores de amendoim desenrolem a história, que se passa num típico domingo carioca.

Após o filme, a empolgação começou a aumentar e, jovens cineastas do Rio e também da Bahia, começam a dar idéias. Os filmes começariam a mostrar a realidade brasileira, com temas ligados ao subdesenvolvimento do país.

Nos próximos posts, vamos conhecer as três fases do Cinema Novo.

Angélica Favretto





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